Faça o seu PEDIDO DE MÚSICA

Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Tocando Agora:

História História

 Sobre A Rádio: 

A Radio | Rádio Triângulo

 

A Rádio! Grande bichinho!

 

Já passaram mais de 30 anos da legalização das rádios piratas em Portugal. O conceito seria de rádios locais, uma vez que o vocábulo "pirata" significaria uma violação à lei, que na altura não existia.

Este fenómeno (chamemos nós, rádios piratas ou rádios locais) foi um autêntico fenómeno, não só em Portugal mas também no mundo inteiro.  Graças a elas, Portugal começou a fazer rádio para os seus ouvintes, modificando conceitos e desenvolvendo uma cultura radiofónica própria primando pela criatividade e dinamismo.

A principal motivação destas rádios prendia-se com o encanto que o mundo radiofónico tem, e que acaba por contagiar aqueles que já dizem ter o tal “bichinho” da rádio. Por brincadeira ou passatempo, as pessoas acabavam por se empenhar nestes projectos e a verdade é que todos trabalhavam por gosto, por “amor à camisola”. Toda a gente queria ter a oportunidade de ser locutor e chegar aos ouvidos de toda a gente, daí que estes projectos envolvessem pessoas com as mais variadas profissões e de todas as idades.

A programação fazia-se conforme aquilo que se tinha ao alcance, os discos “roubados” aos pais, isto porque alguns dos trabalhadores das rádios piratas não tinham recursos monetários para poderem comprar os vinis ou cassetes.

                                                                                     

 

 

 

 

  

O importante deste movimento de rádios pirata foi o romper do monopólio das rádios legais, ou seja, do estado. Elas trouxeram coisas muito positivas como a criatividade, novidade, sangue novo ao país e a possibilidade de todos, sem exceção, poderem ser pessoas da rádio mas, mais importante que tudo, conseguiram preencher algumas das lacunas que se encontravam em aberto, além de formarem grandes profissionais conhecidos de hoje.

Trabalhando a maior parte das vezes com parcos recursos, as mais dotadas, trabalhavam já com emissores FM stereo, mas a maior parte delas (milhares e milhares) trabalhavam em garagens com equipamentos e recursos muito escassos e emissores FM mono. Foi nestas rádios que nasceu o verdadeiro encanto da Rádio. Quem não se lembra da Rádio Popular de Arentim, com emissores em Arentim e Santana de Vimieiro, couto de cambeses e que era um verdadeiro fenómeno de popularidade, ou da Rádio Satélite,em Ruilhe, com meios mais escassos mas que tinha a sua audiência e que fazia das suas armas os discos novinhos que eram enviados do brasil, ou das duas rádios existentes em Tadim, a Rádio Tadim , entre tantas outras existentes por este país fora.

Hoje, passados alguns anos, assiste-se a uma certa injustiça. As rádios dos nossos dias são completamente formatadas e idênticas umas às outras. A originalidade foi deixada de lado e assiste-se a uma massificação dos conteúdos das rádios que vivem condicionadas pelo nível de audiências e sobretudo através de receitas publicitárias, o seu “ganha-pão”.

A nível musical tivemos de conviver com as aberrantes “play-lists”, não permitindo que sons novos e mais alternativos possam ser conhecidos. Dentro deste cenário, poucas e louváveis são as exceções. O panorama radiofónico perdeu imenso com a extinção das Rádios Piratas, que inadvertidamente, modificaram a forma de fazer rádio e surgiram como uma lufada de ar fresco, inovando, criando e desenvolvendo um estilo próprio de fazer rádio que não conhecia limites. Enfim, estas sim, foram as rádios que fizeram história!

É nesta filosofia que a Rádio Triângulo pretende inserir, apresentando uma verdadeira alternativa às rádios existentes e que, de forma alguma estão perto das populações. Vamos servir-nos, para isso da internet, até que nos deixem! 

Sabemos que já está na forja uma legislação que, tal como em 1988, dizimou milhares de rádios em Portugal, desta vez preparadas para as web rádios. Mais uma vez se preparam os grandes glutões e empresas monopolistas para tomarem conta da web e "metralharem-nos" com os seus contéudos, completamente formatados.

 

Até lá, vamos fazendo o que gostamos, para as pessoas.

 

A Direcção