Empresário prestou depoimento no inquérito que apura se Jair Bolsonaro interferiu na PF e ofereceu celular.

A jornal, Marinho disse que senador foi avisado previamente de operação.

O empresário Paulo Marinho ELLAN LUSTOSA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO A defesa do empresário Paulo Marinho apresentou pediu nesta quarta-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a perícia no telefone celular de Marinho fique restrita às mensagens enviadas por ele ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e ao assessor conhecido como coronel Braga. Segundo os advogados do Marinho, o objetivo do pedido é evitar a captação e divulgação de "quaisquer outras conversas que integrem a intimidade e vida privada" do empresário. Paulo Marinho prestou depoimento em maio no inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro interferiu na PF, o que o presidente nega.

Na ocasião, Marinho ofereceu o celular para perícia. Um dos principais aliados de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, Paulo Marinho disse, em entrevista no último dia 17 de maio ao jornal "Folha de S.Paulo", que Flávio Bolsonaro, filho do atual presidente, foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da operação Furna da Onça. A operação levou à prisão de diversos parlamentares do estado do Rio, em novembro de 2018.

A defesa de Flávio Bolsonaro nega a acusação de Marinho. No pedido ao STF, advogados do empresário argumentaram que não há desconfiança de que as autoridades atuem para captar conversas que não tiveram divulgação autorizada.

Mas, argumentou, o pedido "se justifica pelo excesso de zelo".